sexta-feira, 19 de outubro de 2012

JUDGES SICK! A PRAIA DO MÊDO

A praia do Medão, como é conhecida na intimidade a famosa Supertubos de Peniche, Portugal, viveu no dia de hoje sua consagração mundial. Não por suas radicais ondas e quebra-côco cascudo. Mas por protagonizar uma final de evento surf, onde a grande questão foi a tomada de atitudes dos juizes da combalida entidade ASP. Dois figuras, entram para os portais da contemporaneidade dos anais do surf competitivo mundial, como figurantes oceânicos de uma comédia paga pelos juizes da tal entidade. O brasuca, Gabriel Medina, a olhos vistos, um verdadeiro vencedor e o australiano, Julian Wilson, um verdadeiro atleta. Os caras fizeram seu trabalho, dentro dágua, já na terra, os responsáveis diretos pelo ganha ou não ganha, fizeram o trabalho sujo. Um big evento da Rip Curl que ficará para sempre na mente dos que viram ao vivo, na praia e dos que desfrutaram de muitas imagens via internet. Ondas e mais ondas, performances hora clássicas e outras de tirar o folêgo, tal a atuação dos contenders. Uma situação dessa envergadura, rolou na Austrália com Adriano De Souza e Taj Burrow no inicio da temporada, estão lembrados. 
Falando no De Souza, um paragráfo o figura merece. Lutou com suas armas e seu ataque em Supertubos, o levou até as semi-finais. Realizou baterias memoráveis antes das quartas e em dois momentos, confirmou sua forma e performance frente ao Jeremias Flores. Sujeito que arregaça e tem potencial para estar entre os tops 5. Mas De Souza, que quase meteu combination no Flores, não segurou a seu algoz na semi, o tal Juliano Wilsons. Resumindo os caras que chegaram as semis, incluindo ai Parko, todos estavam na faixa de 15 pontos para mais a cada fechar de heat. Isso tal a qualidade de canudos e performances na praia do Medão.

Concluindo aqui esta resenha, uma pequena analise das ondas e notas de Gabriel Medina no evento e na final. Nas quartas, o menino meteu um 15.60 no José Kerr, mostrando consistência. Ao pular para a semi, ele não disperdissou surf e aplicou no marrento do Parko, 13.80 X 5.27 coisa que deixou o aussie latindo. Afinal esse individuo comentou na França, que não iria mais perder para os brasileiros, que estavam se achando. E foi isso. Medina pulou para a final com Wilsons e foi tira-teima direto. Juliano ainda trincou uma boa prancha, trocou e teve que colocar ela no trilho. Surfou 15 waves até nos 45 regulamentares, com a prioridade, descer uma MAROLINHA com tubinho, sem vergonha, aplicando rasgadinhas estilo, sobe e desce e completar na areia. Medina por sua vez assistiu a tal ondinha. Teve três ondas boas de doze surfadas. Uma 7.90 boa, um vôo rodando que deram um 6.77 sem vergonha e um TUBÃO, com manobras limpas no critico e radicais, que o meu patricio Julius Adler, comentou aos quatro ventos do alto de sua sabedoria de competidor profissional, onde Medina levou um 7.47 e poderia ser a onda do evento. Os juizes preferiram dar a maior nota ao tubinho do Juliano, selando ela como a onda do evento com 8.43 que nem o bixo na praia acreditou. O público português, primeiro achou que era uma piada, depois vaiou o gajo na entrega de prêmios. Gabriel se emocionou e soltou que era a terceira vez, isso com ele. Finalizando a Nike venceu o Rip Curl e confiscou dólares, caneco e pontos, graças aos juizes doentes que estavam na praia do Medão. Essa praia da mêdo mesmo. Nas shots da ASP, a tal praia do Mêdo, De Souza na linha, Gabriel voando e Juliano e seu caneco sózinho. Esse foi o Rip Curl Pro Portugal 2012. Uma comédia!     

3 comentários:

DSC disse...

bandidagem!!!!

Surfocrata disse...

Fala Castrão!
Cara, foi foda essa hein?
Não consigo nem admitir que a parada tenha sido "erro", tá ligado?
não foi erro porra nenhuma! Errar é humano, insistir no erro é burrice.
Eles teriam errado se só fosse na ultima onda que a nota tivesse destoado.
Não foi isso...a bateria toda foi extremamente mal julgada, ou melhor, julgada tendenciosamente. O ozzie arrancou um quase 8 num tubo fechado e medina não fez o 8 que merecia após uma combinação perfeita de aereo rodando, batida, rasgada e floater, sem perder um pingo de fluidez, velocidade e estilo!
E pior! Não recebeu o 8 e tal que merecia após um tubo limpo, numa onda maior que a do quase 8 do Julian e finalizada!
Ai veio a ondinha da virada...tsc, tsc...o onda mal valia um 7 e pouco. Mas o problema do julgamento foi esse! E por isso digo que não foi erro, foi com dolo que fizeram a treta.
Porque diabos Julian precisava APENAS DE 7,5 para virar se não fez nada na bateria, a não ser um tubo fechado?????
Não podemos apenas falar que foi erro...porque aí admitiriamos que os caras erram 4 vezes seguidas na mesma bateria e sequer merecem figurar no palanque da primeira divisão do mundial de surf...por isso sou da opinião que resolveram interferir no resultado e dar a vitória a quem eles escolheram...
Independente do motivo, salvo melhor juizo, manipular o resultado de um esporte profissional é crime...tem gente sendo presa no mundo todo por conta de manipulação de resultados, temos exemplos recentes na Italia e na Inglaterra...
Abre o olho juizada!
abçs

Castro Pereira disse...

Muito bons os coments pelo planeta afora galera. Obrigado pela atenção em lerem a minha resenha dos fatos. Mas foi punk a atitude dos judges e da própria ASP frente a parada. e pior foi na cara dura. Bom é que esse episódio ainda rende muito. Nós brasos somos a sardinha da veiz!Medina tinha q aproveita e ao chegar ao Hawaii, botar prá baixo nas ondas e no verbo. O menino tem q se posicionar! Mostrar personalidade um pouco mais forte e comprometida com o esporte. Firmeza!